Acervo digital da
diáspora armênia no Brasil
Memórias Armênias é uma plataforma digital dedicada à preservação, documentação e difusão da história da diáspora armênia no Brasil. Criado como um arquivo comunitário, o projeto reúne depoimentos de história oral, fotografias de família, documentos históricos, objetos de memória, registros audiovisuais e narrativas transmitidas entre gerações. Seu objetivo é preservar as marcas da presença armênia no Brasil e tornar acessíveis histórias que muitas vezes permaneceram guardadas em casas, álbuns, cartas, documentos pessoais e lembranças familiares.
A plataforma nasce do desejo de escutar e compartilhar histórias que atravessam famílias, comunidades e gerações. Muitas dessas narrativas foram preservadas no espaço íntimo da vida familiar, nas cozinhas, nas celebrações, nas fotografias, nos nomes, nos silêncios e nas vozes das gerações mais velhas. Embora o projeto tenha iniciado a partir de histórias preservadas principalmente entre famílias do Rio de Janeiro e de São Paulo, seu horizonte é alcançar outras regiões do Brasil, acolhendo diferentes trajetórias da presença armênia no país e diferentes formas de viver, lembrar e transmitir essa herança.
Todo o material é coletado e organizado segundo padrões arquivísticos reconhecidos internacionalmente. O projeto assume o compromisso de preservar essas histórias com rigor, cuidado e respeito, reconhecendo que cada memória compartilhada é também uma forma de confiança.
A plataforma é, ao mesmo tempo, um espaço de pesquisa, preservação e encontro comunitário. Pesquisadores(as), estudantes, descendentes de armênios e pessoas interessadas na história da diáspora poderão consultar o acervo, conhecer trajetórias familiares, acessar materiais contextualizados e contribuir com novos documentos e memórias. O Memórias Armênias existe para que nomes, rostos, lugares, objetos e vozes da diáspora armênia no Brasil possam atravessar o tempo. Para que a memória deixe de ser apenas herança familiar e se torne também um patrimônio compartilhado.
Nossa missão
Preservar as histórias da diáspora armênia no Brasil é mais do que guardar documentos. É reconhecer fotografias, cartas, vozes, objetos e lembranças como fragmentos de uma história coletiva e viva. O Memórias Armênias nasce da tentativa de reunir e dar o devido cuidado e atenção a esses vestígios, contextualizá-los historicamente e devolvê-los à comunidade. Este é um espaço de encontro, com a própria história e com as histórias que compõem esse baú aberto, esse acervo digital.
O que preservamos
Fotografias
Retratos, eventos e momentos de família.
Documentos
Cartas, passaportes, certidões e registros oficiais.
História oral
Entrevistas e relatos que guardam experiências de vida.
Objetos
Relíquias, utensílios e itens que contam histórias.
Publicações
Jornais, revistas, livros e impressos da comunidade.
Memórias
Narrativas e lembranças transmitidas entre gerações.
Como contribuir
Você tem fotografias, documentos, cartas, objetos ou histórias de família
relacionadas à presença armênia no Brasil?
O Memórias Armênias recebe contribuições de famílias, pesquisadores e membros da comunidade. Cada material é analisado com cuidado pela equipe do projeto, respeitando critérios de preservação, consentimento, privacidade e contextualização histórica. As contribuições podem incluir documentos originais, cópias digitais, fotografias, objetos familiares, relatos orais, informações genealógicas, registros de associações, materiais de igrejas, lembranças de eventos comunitários e outros vestígios ligados à experiência armênia no Brasil.
A participação das famílias é central para o projeto. Cada contribuição ajuda a ampliar o acervo e a construir uma memória compartilhada da diáspora armênia no país.
Nossa equipe

Júlia Tordeur, Dra.
Pesquisadora responsável
Júlia Tordeur é historiadora e cientista política, pesquisadora da diáspora armênia no Brasil. Professora de História Contemporânea na Universidade Federal do Rio de Janeiro, realizou pesquisas de campo no Brasil, na Armênia e no Canadá, incluindo estágios no Armenian Genocide Museum-Institute, em Yerevan, e no Centre for Oral History and Digital Storytelling da Universidade Concordia, em Montréal. No Memórias Armênias, é responsável pela curadoria histórica do acervo, pela metodologia de história oral e pela governança ética do projeto. Vive no Rio de Janeiro.

Tatiana Boudakian
Coordenação cultural e comunicação
Tatiana Boudakian é cineasta e produtora audiovisual, com formação em Comunicação Social pela ESPM e em Direção de Arte Audiovisual pelo Senac. Seu trabalho vai de encontro a temas como identidade, memória e histórias de vida, principalmente de mulheres. No Memórias Armênias, atua na coordenação cultural e na comunicação. É responsável pela articulação com a comunidade, produção de conteúdos, diálogo com famílias participantes e pela construção de estratégias de difusão pública do acervo. Vive em São Paulo.
Metodologia e ética
Como coletamos
O acervo é construído a partir de visitas a famílias da diáspora armênia no Brasil, principalmente no Rio de Janeiro e em São Paulo. Em cada encontro, realizamos entrevistas de história oral com a metodologia da história de vida e apoiamos a digitalização de fotografias, documentos e objetos familiares. As entrevistas são gravadas em vídeo e áudio. Posteriormente, são transcritas, revisadas, contextualizadas e indexadas com metadados padronizados. Quando autorizado pelas famílias e participantes, os materiais passam a integrar o acervo digital da plataforma.
Como protegemos
Cada participante deve assinar um Termo de Consentimento Informado antes de qualquer gravação, digitalização ou publicação de material. O consentimento define quais informações e documentos poderão ser preservados, consultados ou divulgados na plataforma. O acervo é organizado em três níveis de acesso: público, restrito e embargado. O conteúdo público poderá ser consultado livremente na plataforma. O conteúdo restrito será acessível apenas mediante autorização ou cadastro, conforme os critérios definidos pelo projeto. O conteúdo embargado permanecerá disponível apenas para a equipe, quando houver dados sensíveis, pedidos específicos das famílias ou necessidade de preservação temporária. Nenhum dado pessoal sensível é publicado sem autorização expressa. Todo o tratamento de dados segue a Lei Geral de Proteção de Dados, Lei nº 13.709/2018
Como organizamos
Os materiais são catalogados com o padrão de metadados Dublin Core, amplamente utilizado por arquivos digitais, bibliotecas e museus em todo o mundo. Cada item recebe um código único de identificação, palavras-chave temáticas e informações sobre procedência, data, autoria, descrição, direitos de uso e nível de acesso. Essa organização permite que o acervo seja pesquisável, contextualizado e preservável a longo prazo. O objetivo é garantir que os materiais possam ser encontrados, compreendidos e utilizados de forma responsável por pesquisadores, famílias e membros da comunidade.
Parceiros e financiadores
A preservação da memória e do patrimônio cultural é construída por meio de parcerias e do apoio de instituições que acreditam na importância da história, da cultura e da valorização das comunidades.